Afetividade e maior contato com o que se come regem as 3 tendências de alimentação mais discutidas por consumidores no Facebook

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Publicado a 13 de julho de 2017


A E.life analisou 3 milhões de publicações de 1,5 milhão de consumidores em 700 grupos e páginas sobre o tema

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A E.life Intelligence apresentou esta semana um estudo sobre tendências de consumo relacionadas à alimentação por meio da análise de conversas sobre o tema em 703 páginas e grupos do Facebook que têm foco no tema.

Foram analisadas 2,9 milhões de publicações em maio, geradas por 1,5 milhões de internautas. A metodologia Consumer Trends da E.life se propõe a resumir as principais tendências de um segmento.

Para o segmento alimentação a análise de dados foi dividida em três etapas:

  1. Identificação dos grandes temas mais comentados;
  2. Recorte por segmentos e identificação de subtemas;
  3.  Busca de tendências e oportunidades de negócios.

 

As 3 macro-tendências

O objetivo do estudo foi identificar tendências de consumo para que marcas possam ter uma visão macro sobre os temas que mais interessam aos consumidores brasileiros. Foram identificadas três macro-tendências principais discutidas nas redes sociais pelos consumidores. Em todas elas notamos uma busca por maior familiaridade e contato com o que se come:

 

 

1. Comida Ética

A tendência indica uma busca que vai além de alimentos mais naturais e menos industrializados, mas que também se preocupem com o mundo ao redor. O alimento saudável deixa de suprir apenas o necessário ao corpo, mas também é produzido com o menor impacto socioambiental possível e trazendo menos sofrimento animal

Estas preocupações refletem na atenção com a origem de ingredientes e produtos, e pode ser notada, por exemplo, quando a comunicação de produtos de massa, como a Maionese Hellmann’s, informa que sua produção é realizada com óleo de fazendas sustentáveis ou quando sua concorrente, Heinz, diz que seu produto é feito exclusivamente com ovos de galinha caipira.

 

 

2. Contato com o alimento

Além da preocupação com a produção e com os ingredientes, ter mais contato com os alimentos se torna parte do ritual de refeição ideal. Cozinhar passa a ser visto como um hobby em que tempo e características dos ingredientes são respeitados para a obtenção de um resultado que não traga apenas nutrientes, mas alimente também a mente. Neste sentido, cozinhar para uma ocasião ou pessoa especial ou fazer verdadeiras cooking parties entre amigos se torna recorrente.

Empresas como a Chef Time já perceberam isso e comercializam kits com todos os ingredientes e passos para a confecção de pratos em casa.

 

Mas não é apenas em kits e no preparo que esta busca pelo contato com o alimento é percebida. A participação no processo de obtenção do ingrediente também se torna importante, seja pela escolha durante a compra, seja pela produção caseira do mesmo. Neste sentido, aparecem as hortas que, em formatos que variam desde vasinhos de tempero na janela da cozinha até grandes hortas públicas e urbanas, como a do Centro Cultural Vergueiro, colocam o consumidor em contato com a  produção e obtenção de seu alimento.

Horta do Centro Cultural Vergueiro. Foto: Alan Teixeira

 

3. Impactos na saúde

Em linha com as tendências anteriores, a comida tem impacto também na saúde, mas não apenas no uso de infusões ou alimentos de cura ou preventivos. Os alimentos passam a ter papel de equilíbrio em toda a rotina e os consumidores procuram dietas mais personalizadas, em harmonia com seu corpo e suas necessidades.

Neste sentido, existe, por exemplo, um movimento de volta às marmitas, mas, dessa vez, não só com um aspecto de economia, mas também de customização: as pessoas levam para o local de trabalho, estudo ou para a academia snacks e refeições que estão de acordo com suas necessidades e demandas.

Interesse por marmita no Google Trends

 

De uma forma geral, podemos alinhar estas tendências, como a busca por uma alimentação que esteja mais em afinada com o ritmo do corpo. A preocupação deixa de ser apenas nutricional e passa por aspectos ambientais e a refeição se torna um momento mais reflexivo e de ritual. Esta tendência está alinhada com uma série de outras voltadas à naturalização que podem ser observadas no mercado de cosméticos, transportes e outros.” Breno Soutto, Coordenador de Inteligência de Mercado da E.life.

 

Estes foram apenas alguns dos destaques do estudo feito sobre tendências de consumo relacionadas ao tema “Alimentação”. Todos os resultados e insights você confere na íntegra aqui.

Confira a entrevista feita com Breno Soutto com todos os detalhes das três tendências de consumo:

 

Para solicitar uma apresentação in-company do Estudo Consumer Trends – alimentos, entre em contato com a E.life.