5 conceitos da pesquisa de mercado na era Netflix e Facebook

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Publicado a 28 de fevereiro de 2018


1. Consumidor deixa rastros digitais

A quantidade de dados que as pessoas deixam no universo digital alcançou volumes inéditos e vem se acelerando com o barateamento dos smartphones e pacotes de dados para o uso da Internet. Pesquisas no Google, atualização de redes sociais, compras em e-commerce, interações com chatbots, são alguns exemplos das fontes que estão disponíveis para conhecer melhor grupos específicos de consumidores. A dataficação dos hábitos deixa rastros e estes rastros são atualizados a cada instante.

 

2. Conhecimento sobre o novo consumidor exige novo fluxo

A abordagem dominante para desenvolver estudos de mercado continua embasada em conceitos de 1935, o ano em que George Gallup fundou o instituto do mesmo nome e que foi responsável pela popularização das pesquisas de opinião pública para prever resultados de eleições ou entender percepções dos consumidores sobre um produto. Seja o planejamento de uma marca por uma agência ou pesquisa anual de um banco – geralmente o olhar é pontual e muitas vezes único, para um consumidor que muda de comportamento em fluxo, de maneira cada vez mais rápida. Um novo fluxo de avaliação de hábitos do consumidor deve ser criado e o arcabouço antigo, quando a coleta de dados era custosa, deve ser abandonado.

 

3. Dados digitais são representativos da população

Quando falamos de rastros digitais, falamos de um universo mais do que representativo da população brasileira. Se olharmos apenas o Facebook, segundo o Audience Insights, ferramenta fornecida pela própria rede, são 150 milhões de consumidores ativos todos os meses trocando informações. Somos 130 milhões de brasileiros no WhatsApp. Enfim, a desculpa de que a internet não é representativa da população brasileira cai por terra.

 

4. Entregas mais curtas, durante todo o ano, podem ajudar a entender a mudança de hábito do consumidor

A inteligência de mercado em tempos de consumidor digital deve focar em entregas de análises mais curtas e em temas e sub-temas transversais à marca durante todo o ano (por exemplo para uma marca de shampoo, olhar o que acontece no universo dos grisalhos). Entregas mais curtas irão refletir mais facilmente as mudanças nos hábitos dos consumidores. E possibilitam a identificação de temas fora do radar (hidden gems) a partir das entregas do item anterior (por exemplo, reações alérgicas à tintura de cabelo).

 

5. Encontre o seu fornecedor de inteligência mais vezes

Entregas mais rápidas exigem encontros mais frequentes com o fornecedor de inteligência. Nestes encontros devem ser apresentados problemas e hipóteses que vieram com os primeiros dados digitais. As hipóteses devem ser refutadas ou confirmadas e novas hipóteses ou desafios são levantados pelo cliente. Nos encontros mensais, fornecedor de inteligência e cliente devem chegar a um consenso do que irão trabalhar como prioridade de investigação para a próxima reunião, que acontece no período de 1 mês. No mês seguinte aqueles dados, estudados em profundidade, são apresentados e novos problemas, hipóteses e aprofundamentos são discutidos entre cliente e empresa.

 

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Alessandro Lima

CEO do Grupo E.life