{"id":3493,"date":"2018-02-21T14:47:18","date_gmt":"2018-02-21T17:47:18","guid":{"rendered":"http:\/\/elife.com.br\/?p=3493"},"modified":"2018-02-21T14:47:18","modified_gmt":"2018-02-21T17:47:18","slug":"ha-motivos-para-uma-marca-deixar-o-facebook","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/elife.com.br\/index.php\/2018\/02\/21\/ha-motivos-para-uma-marca-deixar-o-facebook\/","title":{"rendered":"H\u00e1 motivos para uma marca deixar o Facebook?"},"content":{"rendered":"<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<hr \/>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Falta a muitos anunciantes compreender que o marketing digital n\u00e3o \u00e9 apenas Facebook. Apesar do Facebook estar na maioria das nossas telas, ele n\u00e3o \u00e9 dominante em todas<\/span><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Facebook completou 14 anos este m\u00eas. A rede se tornou, em pouco mais de uma d\u00e9cada, a maior rede social em usu\u00e1rios \u00fanicos na maioria dos pa\u00edses do mundo e aos poucos se torna a maior m\u00eddia global em termos de alcance, suplantando a TV. Isso tudo, sem produzir nenhum conte\u00fado pr\u00f3prio, apenas surfando na onda da m\u00eddia gerada pelo cidad\u00e3o comum, como eu e voc\u00ea.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por\u00e9m o Facebook tem mudado, tentado se adaptar ao ambiente que ele mesmo criou. Recentemente mudan\u00e7as na linha do tempo passaram a priorizar mais conte\u00fados de amigos e parentes. Segundo especialistas, uma tentativa de abafar as not\u00edcias falsas (fake news) que tomaram a rede nos \u00faltimos anos, influenciando negativamente n\u00e3o apenas as \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es presidenciais americanas, mas todo o cen\u00e1rio pol\u00edtico mundial, inclusive o brasileiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s amea\u00e7as de separar conte\u00fados de empresas e noticiosos de conte\u00fados pessoais, a rede de Zuckerberg resolveu manter as informa\u00e7\u00f5es na mesma linha do tempo, mas priorizando o consumidor e suas redes pessoais. Pior para empresas e noticiosos, que perderam audi\u00eancia e alcance.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma onda de rea\u00e7\u00f5es j\u00e1 come\u00e7ou. A Folha de S.Paulo comunicou nesta quinta-feira, 8 de fevereiro, que a partir de hoje deixar\u00e1 de atualizar seu canal no Facebook. Segundo a Folha, \u201ca decis\u00e3o \u00e9 reflexo de discuss\u00f5es internas sobre os melhores caminhos para fazer com que o conte\u00fado do jornal chegue a seus leitores\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Folha argumenta que o volume de intera\u00e7\u00f5es dos 10 maiores jornais brasileiros caiu 32% comparado com janeiro de 2017. E a contribui\u00e7\u00e3o do Facebook aos acessos do jornal caiu de 39% (janeiro\/2017) a 24% (dezembro\/2017). A mat\u00e9ria cita ainda o Instant Articles, que prometia acessos mais r\u00e1pidos para os leitores da Folha, rentabilizando ainda mais o Facebook, mas com um p\u00e9ssimo modelo de neg\u00f3cios para o jornal.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os argumentos da Folha s\u00e3o curiosos, pois nunca se leu tanta not\u00edcia no Facebook. A timeline \u00e9 o principal meio de acesso dos brasileiros \u00e0 informa\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica (43%), ganhando at\u00e9 dos Telejornais (36%). E a maior parte deste consumo acontece pelo celular (76%), que ocupou o lugar f\u00edsico do jornal impresso na m\u00e3o dos leitores.(E.life, 2016). Nos EUA, cen\u00e1rio similar: 45% dos americanos declaram que consomem not\u00edcias pelo Facebook. (Pew Research, 2016).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar do poder ganho pelo Facebook como maior fonte de m\u00eddia do mundo, a mudan\u00e7a no newsfeed parece ter sido uma sa\u00edda da rede social para voltar \u00e0s suas ra\u00edzes e se esquivar do poder de m\u00eddia global que lhe foi atribu\u00eddo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A \u00e9poca \u00e9 bem prop\u00edcia para uma reflex\u00e3o dos anunciantes: h\u00e1 motivos para uma marca deixar o Facebook?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A resposta n\u00e3o \u00e9 simples.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Olhando os n\u00fameros de audi\u00eancia e alcance, diria que n\u00e3o. Se contarmos apenas os brasileiros na rede social, somos entre 100 e 150 milh\u00f5es de consumidores ativos mensalmente. O custo para estar nesta rede ainda \u00e9 muito baixo, comparado a outras m\u00eddias. O Facebook \u00e9 um dos apps mais usados por brasileiros, enfim, s\u00e3o muitas as raz\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, a movimenta\u00e7\u00e3o da Folha nos traz um ensinamento importante: a m\u00eddia on-line n\u00e3o \u00e9 apenas o Facebook, por mais audi\u00eancia e alcance proporcionados. Um dos argumentos da Folha \u00e9 o crescimento de acessos do pr\u00f3prio Google.com. Em 1 ano, a participa\u00e7\u00e3o do Google nos acessos \u00e0 Folha avan\u00e7ou de 34% para 45%.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Olhando para estrat\u00e9gias digitais observo que a maioria dos clientes n\u00e3o investe tanto no Google, da maneira correta, como poderia investir. Uma das raz\u00f5es \u00e9 que o investimento em m\u00eddia no Google exige um conhecimento aprofundado da jornada do consumidor, compreendendo aspectos de h\u00e1bitos que n\u00e3o s\u00e3o triviais. E exigem um olhar apurado sobre o processo de decis\u00e3o de compra como um todo, e n\u00e3o apenas quando o consumidor j\u00e1 conhece a marca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 preciso compreender quais as buscas que o consumidor faz quando ele ainda est\u00e1 tentando resolver uma necessidade, mas n\u00e3o tem o conhecimento de marca, como bem lembra Sarah Kleinber, executiva-chefe de Ads Research do Google.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O processo de compreens\u00e3o da jornada do consumidor e o uso do Google para abra\u00e7\u00e1-la \u00e9 t\u00e3o falho que a maioria das buscas envolvendo problemas com produtos ou servi\u00e7os no Brasil n\u00e3o levam a um canal de atendimento oficial da marca. E em muitos casos, ao fazer uma simples busca pelo 0800 da empresa, o Reclame Aqui \u00e9 o destino indicado. Esta falha, dos anunciantes, fez com que o site de reclama\u00e7\u00f5es se tornasse o destino principal de muitos consumidores, alguns inclusive que acreditam estarem usando site da marca reclamada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como leitor da Folha eu tamb\u00e9m recebo minhas not\u00edcias por e-mail. E confesso que o e-mail tem sido um dos canais que mais me fizeram acessar a Folha.com na web. E a assin\u00e1-la.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Lembrando que o e-mail marketing e o permission marketing j\u00e1 completaram 20 anos sem nunca de fato ter sido usado da maneira correta. Afirmo com certeza que poucas empresas possuem uma estrat\u00e9gia consolidada de gest\u00e3o de relacionamento por e-mail. Quantos e-mails voc\u00ea recebeu de marcas com as quais se relacionou recentemente, seja num ponto de venda f\u00edsico ou on-line? E-mail n\u00e3o gera comiss\u00e3o para ag\u00eancias, mas pode ser uma m\u00eddia digital importante para gerar neg\u00f3cios para sua marca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Faltam a muitos anunciantes compreender que o marketing digital n\u00e3o \u00e9 apenas Facebook. Apesar do Facebook estar na maioria das nossas telas, ele n\u00e3o \u00e9 dominante em todas. Diria que o momento \u00e9 ideal para o anunciante revisar seus objetivos de neg\u00f3cios e comparar a performance do Facebook n\u00e3o com ele pr\u00f3prio, mas com outras m\u00eddias e iniciativas digitais. \u00c9 preciso compreender muito profundamente o objetivo do neg\u00f3cio e como o retorno do investimento \u00e9 aferido. \u00c9 preciso deixar de lado a desculpa do awareness (n\u00e3o tenho ROI, \u00e9 tudo awareness) para testar e descobrir: qual m\u00eddia que traz o melhor retorno para o investimento do meu cliente?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hora de se reinventar!<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3494 alignleft\" src=\"https:\/\/elife.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Alessandro.png\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"100\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Alessandro Lima<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">CEO do Grupo E.life<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Publicado originalmente em: <\/span><a href=\"http:\/\/www.proxxima.com.br\/home\/proxxima\/how-to\/2018\/02\/15\/ha-motivos-para-uma-marca-deixar-o-facebook.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><span style=\"font-weight: 400;\">Proxxima (Meio&amp;Mensagem)<\/span><\/a><\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta a muitos anunciantes compreender que o marketing digital n\u00e3o \u00e9 apenas Facebook. 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