Jovens aprendem a criar bots para Google Assistant e Facebook Messenger

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Publicado a 20 de maio de 2019


A Elife, em parceria com o projeto MeMaker, realizou em maio a segunda etapa do curso de formação para o desenvolvimento de chatbots para jovens do Instituto Shopping Recife (ISR). O objetivo é fazer a inclusão através do ensino de novas competências ligadas à tecnologia.

Os jovens, em sua maioria alunos da comunidade Entra Apulso, aprenderam a criar bots que automatizam o atendimento ao consumidor nas plataformas Facebook Messenger e Google Assistant, utilizando a ferramenta DialogFlow.

Cláudio Menezes, do time de chatbots da Elife, explica que o curso “surgiu com o objetivo de compartilhar nosso conhecimento sobre tecnologia, especificamente sobre chatbots, para ajudar na formação desses meninos, que muitas vezes não tiveram a oportunidade de ter acesso a uma universidade ou a cursos de tecnologia”.

 

A parceria com o projeto MeMaker foi o melhor caminho para tornar a ação realidade. Monica Bouqvar, idealizadora do MeMaker, explica que o projeto surgiu de sua inquietação ao perceber o medo que assola os jovens, em especial aqueles mais necessitados de conhecimento técnico formal que contribua para seu sustento. “Pensei: ‘cadê as oportunidades para estes adolescentes? O que o mercado precisa? Eles estariam preparados?’”, conta.

Toda a ação é gratuita e voltada para jovens de baixa renda. Para Cláudio, viver essa experiência com os jovens do Recife está sendo muito gratificante: “A sensação de ver os meninos se divertindo enquanto estão criando seu próprios bots não tem preço!”, diz.

 

Ele lembra da primeira vez em que eles testaram os bots: “Foi meio que uma mistura de felicidade com dúvida e mistério, tipo ‘Como assim o computador respondeu sozinho para mim?’ O que para a gente que trabalha e estuda isso parece ser a coisa mais simples do mundo, quando, por exemplo, um chatbot responde um oi, para eles é sensacional. Esses foi um dos melhores momentos do curso!”

Cláudio comentou sobre a importância do uso da ferramenta de criação de bots: “As habilidades desenvolvidas durante o curso vão ajudar os meninos tanto em atividades do colégio quanto nas suas futuras carreiras profissionais, já que o assunto que eles aprenderam é uma grande tendência do mercado tecnológico”.

Os jovens trabalharam também a colaboração em equipe. Cláudio explicou eles foram divididos em grupos e precisaram se coordenar a fim de que os bots funcionassem corretamente.

Segundo Monica, da MeMaker, uma atividade como esta é um “divisor de águas” na vida destes jovens. “Oportunidades de trabalho geralmente são para jovens aprendizes de auxiliar administrativo. Ao posicionar os jovens profissionalmente para desenvolvimento de tarefas mais avançadas e ligadas à digitalização das empresas, aí sim estamos falando ‘a língua do MeMaker’, que é ser maker do seu futuro, escolhendo como e onde de fato quer trabalhar”, explica.  

 

Para Cláudio, da Elife, uma das funções dessa ação é tirar esses meninos da rua ou de frente da televisão. Essas ações são um escape da marginalização, da violência e do crime pelos quais jovens e crianças são cercados diariamente.

Outro objetivo esperado, segundo ele, é fornecer a esses jovens conhecimentos que vão ajudar a melhorar seu desempenho na escola e também ajudá-los a se tornarem profissionais mais completos no futuro.

O projeto tem despertado o interesse dos jovens e promete ter ainda mais engajamento nas próximas etapas. “As expectativas para a próxima turma são as melhores, visto que os meninos comentaram que têm muitos colegas que querem participar desse curso. Isso só mostra que esse essa parceria feita pela E.life com o Instituto MEmaker está valendo muito a pena”, finalizou.