Elife pratica igualdade salarial entre gêneros, segundo relatório de transparência salarial

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Publicado a 28 de março de 2024

A igualdade e equidade de gênero emergem como temas cruciais nas discussões sobre o ambiente de trabalho global. Segundo o relatório “As One for Diversity, Equity & Inclusion”, uma iniciativa da Merck e operacionalizada pela Spirituc, especialista em pesquisas médicas, espera-se que a igualdade salarial plena entre homens e mulheres em funções equivalentes só seja alcançada em 2052, sugerindo que a disparidade salarial poderá continuar por mais três décadas.

Dentro desse cenário, o 1º Relatório Nacional de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, lançado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em março de 2024, destaca a persistente disparidade salarial no Brasil, onde as mulheres ganham, em média, 19,4% a menos que os homens. Em contrapartida, a Elife exemplifica como práticas de equidade salarial podem e devem ser implementadas, posicionando-se 28 anos à frente do mercado no que tange à equiparação salarial.

Utilizando dados do eSocial, o 1º Relatório Nacional de Transparência Salarial examinou 49.587 empresas com mais de 100 funcionários de 2022. O objetivo é revelar as condições salariais e práticas de equidade de gênero em contratação e promoção, apresentando salários médios, medianos e disparidades por raça/cor e cargo. Esse estudo cumpre a Lei nº 14.611/2023, que obriga empresas privadas com 100 ou mais funcionários a reportarem essas informações semestralmente para evitar multas.

Igualdade salarial

No Brasil, mulheres ganham em média 19,4% a menos que os homens, segundo dados governamentais. Na Elife, essa diferença é inexistente, com mulheres recebendo salários iguais aos dos homens.

A composição de 66,1% de mulheres na equipe da Elife é fruto da cultura e dos valores da Elife, onde a inclusão e a igualdade são priorizadas. A empresa se destaca pelo trabalho home office, o que proporciona uma maior qualidade de vida, para ambos, além de trazer palestras que envolvem saúde, e bem estar para todos. Essas medidas demonstram um compromisso com o suporte às responsabilidades familiares de maneira equitativa, contrapondo-se à tendência de mercado de preferir candidatos com menos compromissos familiares, uma prática que geralmente beneficia os homens.

“A Elife se destaca pela forte presença feminina, um reflexo de uma cultura profundamente comprometida com a diversidade. A estrutura de cargos e salários da empresa é desenhada para assegurar a igualdade. Além disso, a definição de metas justas e imparciais consolida nossa abordagem, fortalecendo ainda mais nosso ambiente de trabalho inclusivo e equitativo”, afirma Juliana Oliveira, Coordenadora de Recursos Humanos da Elife.

Desafios

Ao analisar 49.587 empresas, o relatório nacional revela que apenas uma minoria adota políticas de apoio à parentalidade: 39,7% permitem flexibilização do trabalho, 17,7% estendem a licença maternidade/paternidade, e 21,4% fornecem auxílio-creche. Adicionalmente, a situação se torna mais crítica para as mulheres negras, que ganham somente 68% do salário dos homens brancos. Essa disparidade salarial é ainda mais pronunciada em cargos de liderança e gerência, onde a diferença atinge 25,2%, mostrando que mulheres nestas posições recebem até 25,2% a menos que seus colegas masculinos.

Este contexto exige uma reflexão profunda das organizações sobre suas políticas internas, motivando-as a adotar práticas que favoreçam a equidade de gênero. Os resultados da Elife servem como um chamado à ação, enfatizando a importância de práticas equitativas que devem ser adotadas por mais empresas, para garantir um progresso significativo em direção à igualdade de gênero e maior diversidade no local de trabalho.

Confira os dados na íntegra

Ademais, o relatório nacional baseia-se na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), não levando em conta os cargos específicos de cada empresa, o que pode não refletir a realidade exata de cargos e salários dentro das organizações. Quanto à Elife, a ausência de dados no campo de Profissionais em ocupações de nível superior deve-se à classificação de todos os profissionais na categoria de Trabalhadores de Serviços Administrativos.

Em relação à categorização de ocupações, a Elife adota uma política de não discriminação baseada em gênero ou tempo de experiência para promoções, enfatizando a igualdade de oportunidades para todos os colaboradores. A empresa também implementa programas de mentoria destinados a fomentar o crescimento e o desenvolvimento de talentos internamente, reforçando o compromisso com a evolução profissional contínua da equipe.