Como gigantes da tecnologia estão reagindo à onda de chatbots desencadeada pelo ChatGPT?

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Publicado a 17 de fevereiro de 2023

Boa parte da tecnologia que usamos no dia a dia já conta com inteligência artificial (IA) integrada, desde a pesquisa do Google até o feed de notícias do Facebook. Ou mesmo os filtros de spam nos serviços de e-mail e a função de transformar voz em texto nos celulares. 

Mas o advento do ChatGPT mostrou que, por maiores que tenham sido os investimentos da indústria da tecnologia em IA nos últimos anos, ainda há muito a ser explorado no campo da IA generativa. E também um público bastante interessado: estima-se que o ChatGPT atraia cerca de cinco milhões de usuários ativos por dia.

Capazes de simular a conversa e a criatividade humanas, os programas generativos produzem textos, imagens e outros conteúdos em resposta aos comandos dos usuários. Confira como a Microsoft, Google, Meta, Amazon e Apple estão respondendo à novidade, de acordo com o levantamento realizado pelo site de notícias Axios.

Microsoft

Devido ao relacionamento próximo com a desenvolvedora do ChatGPT, OpenAI, e seus investimentos multibilionários nela, a Microsoft saiu na frente ao implantar serviços generativos baseados em IA. 

No dia 1º de fevereiro, foi lançada a versão premium do Microsoft Teams, software colaborativo da Microsoft, com ferramentas desenvolvidas a partir do ChatGPT. Entre elas, funções para resumir notas de reuniões, organizar tarefas pessoais e traduzir textos. 

Há expectativa de que a Microsoft use a IA do ChatGPT para reformular o Bing, seu mecanismo de buscas, a fim de competir com o Google. E também é possível que a empresa integre o ChatGPT com o Word, Outlook e outros programas do Office.

Google

O Google trabalha há anos com o mesmo tipo de IA generativa do ChatGPT, que é baseada em modelos de linguagem avançada. A empresa chegou a lançar o projeto LaMDA (Modelo de Linguagem para Aplicações de Diálogo, em tradução livre), com recursos de linguagem e conversação de última geração.

Porém, devido a preocupações com a precisão, a confiabilidade e os vieses da tecnologia, o Google é mais cauteloso ao divulgar suas pesquisas. Essas mesmas questões têm sido levantadas em relação ao ChatGPT e programas similares.

Após o sucesso do ChatGPT, o Google anunciou que vai liberar nas próximas semanas o sistema Bard, um chatbot inteligente que obtém informações atualizadas da internet para gerar respostas, usando o LaMDA como modelo de inteligência artificial. 

O CEO do Google, Sundar Pichai, também divulgou que o mecanismo de buscas passará a implementar mais inteligência artificial para entregar ao usuário respostas mais diretas, em vez de um resultado com vários links de pesquisa.

No final de janeiro, o Google ainda realizou demonstrações de um projeto de IA generativa chamado MusicLM, que gera músicas em qualquer gênero a partir de descrições em texto.

Meta

A Meta, controladora do Facebook, já investiu grandes quantias em IA para ranquear itens do feed de notícias, moderar conteúdo, traduzir textos e outras funções, incluindo esforços em IA generativa para transformar texto em imagem e texto em vídeo. 

No entanto, duas demonstrações recentes de projetos de IA generativa da Meta foram duramente criticadas. O Blenderbot, semelhante ao ChatGPT, foi considerado de baixa qualidade e com tendências a reproduzir teorias conspiratórias, e a Galactica, com foco em pesquisas acadêmicas, demonstrou várias imprecisões.

Em uma recente teleconferência de resultados da empresa, o CEO Mark Zuckerberg mencionou IA e IA generativa repetidas vezes, afirmando: “As duas principais ondas tecnológicas que têm nos impulsionado são a IA hoje e, a longo prazo, o metaverso”.

Amazon

Apesar de usar IA para o reconhecimento de voz da Alexa e para otimizar suas operações, a Amazon ainda não entrou na corrida da IA generativa. Mas já declarou que está desenvolvendo formas de tornar a Alexa mais conversacional, por considerá-la ainda muito “transacional” e voltada a responder perguntas. 

Em um tweet, o CTO da Amazon, Werner Vogels, chegou a declarar que o ChatGPT “não está preocupado com a verdade, mas somente em juntar palavras de forma convincente”.

Apple

Em uma teleconferência de resultados da Apple, o CEO Tim Cook falou sobre o potencial da IA para transformar praticamente tudo o que a empresa faz. Mas os exemplos citados se referiam à detecção de ritmos cardíacos e batidas de carro, e não à IA generativa. 

Considerando o histórico de discrição da Apple, se houver um produto que faz uso de IA generativa em andamento ele só será anunciado quando estiver prestes a ser lançado.

O futuro dos chatbots

Gigantes da tecnologia estão investindo na onda de chatbots com IA generativa, capazes de gerar novas informações por meio de técnicas de IA. Mas os desafios da IA generativa não são exclusividade das gigantes da tecnologia. Pelo contrário, a concorrência entre elas ajuda a tornar as ferramentas mais democráticas. 

Na Elife, o GPT-3, que é o modelo de linguagem desenvolvido pela OpenAI, já começou a ser integrado na manutenção e curadoria dos chatbots. Como explica William Ferreira, Head of Operations da Elife, o processo de integração consiste em “treinar” as possíveis variações de textos que os usuários utilizam para interagir em conversas automatizadas. 

“Com a IA generativa colaborando na expansão deste treinamento, reduzimos as falhas de interpretação na intenção do consumidor e, além de tornarmos a conversa mais fluida, também aumentamos a taxa de resolução e assertividade dos chatbots”, afirma William. 

Os chatbots da Elife podem ser integrados aos canais de atendimento de empresas dos mais variados tamanhos e segmentos, gerando maior economia de recursos e surpreendendo os clientes com personalizações. Quer saber mais? Visite a página Elife Chatbots e solicite um de nossos consultores!